terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conhecendo um pouco mais sobre “águas-vivas

Águas vivas, hidras, medusas, anêmonas, corais e caravelas são todos invertebrados do filo dos cnidários – ou celenterados – um grupo bem primitivo em comparação com os demais animais.

As águas-vivas e as medusas mais exatamente, são celenterados da classe Scyphozoa. Este grupo é, muitas vezes, uma ameaça para banhistas e pescadores, podendo ocasionar “queimaduras sérias”. Mas por que isso acontece?
Para elas se proteger e também conseguir alimento, a natureza proporcionou uma vantagem: em seus tentáculos sempre posicionados ao redor da cavidade digestiva – que nem podemos chamar de boca, devido à quanto rudimentar ela é. Tais tentáculos são preenchidos por milhares de células especiais os cnidoblastos, dotadas de uma cápsula – chamada nematocisto – que contém toxinas e um filamento inoculador. Esta reação só acontece ao contato, pois o cnidoblasto, quando estimulado, provoca a abertura da tal cápsula que expulsa o filamento inoculador, descarregando suas toxinas sobre o inimigo ou sobre sua a presa.
São milhares de células inoculando toxinas ao mesmo tempo. Mas o perigo está apenas nos tentáculos.

Durante a alta temporada o mar quente e a água limpa contribuem para que águas-vivas apareçam em praias catarinenses. Estes organismos do mar são compostos por 95% de água e estão no Planeta Terra há uns 700 milhões de anos. Atualmente existem mais de nove mil espécies de medusas.

 De acordo com o dermatologista Nage Mounzer são necessários alguns cuidados quando as medusas tocam a pele do ser humano. “Quando uma pessoa está nadando no mar e sentir uma queimadura imediata deve sair da água, pois algumas pessoas podem ter reações alérgicas mais graves e podem sentir falta de ar”, relata.

 Outros procedimentos importantes devem ser seguidos. “É preciso lavar com água do mar e nunca com água doce, pois a água doce faz as substâncias da medusa reagirem. Outro ponto que deve ser seguido é que não pode coçar, pois assim espalha as substâncias”, informa o profissional.

 Segundo Mounzer, a crença popular de colocar urina no local de queimadura é mito. “O ideal é fazer compressas de gelo. O vinagre também é uma boa opção já que possui o Ph ácido alto”, ressalta.

Alguns sintomas podem ser sentidos após o contato com a água-viva com o ser humano. “A pessoa pode sentir mal estar, náuseas, vômitos e febre. Nos casos mais graves, que são quando a pessoa tem alergia, é nomeado de reação anafilática, quando isso acontece é recomendado que um médico seja consultado”, fala o médico.

Fontes:
http://diariodebiologia.com