sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cupim - uma praga de dificil controle

Se você esta apavorada com a presença incomoda dos cupins que insistem em devorar sua casa, não se desespere, você não é a única a ser agredida e tão pouca a ultima a assistir a ação cruel destes insetos sem poder reagir.
A pergunta que não se cala é: Porque estes visitantes tão odiado adoram habitar principalmente as casas de praias?
Primeiro porque são insetos originários de região de clima quente e de áreas subtropicais que é o nosso caso. Segundo, porque as casas de praias são refúgios perfeitos, ou seja, elas ficam em media oito meses por ano fechadas propiciando dentro do ambiente, condições ótimas de temperatura e umidade para a reprodução e sobrevivência da especie. Nestes locais preferidos eles se instalam e constituem suas colônias em telhados, batentes, esquadrias, móveis, assoalho, janelas, portas e diversas outras peças de madeira.
Ao penetrarem eles constroem inúmeras galerias dentro da madeira, por onde circulam livremente e produzem pequenos grânulos ovalados (fezes), que são acumulados em uma câmara próxima à superfície da madeira e que, de tempos em tempos, são descarregados para fora da peça atacada, como forma de limpeza das galerias.
Os cupins são insetos que trazem grandes prejuízos ao patrimônio, O pior é que, quando percebemos sua presença a destruição já vai longe e a perda do móvel ou da estrutura de madeira já esta totalmente comprometida, inclusive colocando em risco a própria vida.
Além de madeiras os cupins também atacam livros, papeis, papelão e tudo que tenha composição celulósica.
Os cupins provoca normalmente duas reações. A primeira é quando você constata oficialmente sua presença, ai bate o desespero o pânico. A segunda é a sensação de impotência diante do inimigo, ou seja como resolver o problema e combater o mal que assola e corrói silenciosamente nosso patrimônio!
Muitas são as receitas sugeridas pelo público ameaçado. Uma com um grau de eficacia bom outras tantas duvidosas e outras ainda de cunho místico.
Dentro deste universo, também gostaria de sugerir algumas medidas para prevenir e controlar os “bichinhos” e que se bem conduzidas podem dar bom resultados. Assim para prevenir deve-se:
Evitar o acúmulo de madeiras, livros, caixas de papelão aglomerados e tudo que tenha derivados de madeira, em locais úmidos e que tenham pouca luminosidade.
Averiguar e monitorar sempre batentes, rodapés, armários,  forros e estruturas de madeiras em geral para detectar com a maior antecedência possível os sintomas.
Em casas e comércios sempre usar para acondicionamento de mercadorias, livros e papéis em estantes metálicas.
Manter sempre limpos e bem arejados locais onde são guardados os objetos que não são mais usados.
Usar sempre madeiras que são mais duras e que tenham em sua composição resinas anti- cupins como, peroba rosa, jacaranda, pau ferro, braúna, sucupira e copaíba.
Deixar livros, caixas e moveis afastados das paredes, em locais secos e com bastante luminosidade.

Para controlar a praga quando ela já encontra-se presente no ambiente, a sugestão é:
sempre que possível passar vernizes na madeira que em sua composição possuam fungicidas orgânicos e ou sintéticos;
usar cupinicidas que e tenham ação residual por longo período;
Usar inseticidas cupinicidas sintéticos domissanitários tais como, Penetrol, pentox, formiguil, Formilix, etc, que tem se mostrados bastante eficientes.
Para quem prefere produtos caseiros a sugestão para controlar e eliminar o cupim é misturar meio litro (1/2) de óleo diesel queimado com 1 litro de querosene e passar a solução com pincel em móveis, rodapés e armários, estrutura de telhado e tudo que tiverem composição de madeira. Isso evitará a presença de cupins e em alguns caso eliminado por completo em virtude do efeito positivo do residual do óleo queimado.
Outra forma, que eu diria  eficiente seria contratar serviços especializado para fazer uma descupinização. Este método é realizado através do injetamento de cupinicida nas galerias para erradicação das colônias e posterior pulverização na parte externa para prevenção de novos focos.

Osmar Volpato